Eike Fuhrken Batiista é o 8º homem mais rico do mundo,
detentor de empresas multimilionárias que cresceram de forma mais intensa no
governo Lula e continuam a crescer no governo atual. Eike é ambicioso a ponto
de querer ser o homem mais rico do mundo, acompanhado pelo crescimento
brasileiro. O nome das suas empresas reflete essa realidade, sempre com a letra
“X” no final que remete à multiplicação, acúmulo de riquezas. E o prazo
estipulado, por ele mesmo, para ser o cara do cenário mundial é curto, algo em
torno de 5 anos.
Alguns dizem que tudo que ele investe prospera e torna-se marcável no cenário
brasileiro e mundial. Isso porque ele respeita alguns princípios básicos do
investimento: o estudo intenso do ramo a ser investido e a diversificação de
investimentos. Eike tem empresas em diversos ramos, dentre eles a mineração,
logística, produção de óleo e gás natural, etc. Todas as empresas fazem parte
do grupo EBX e são mais concentradas no Brasil, mas possuem escritórios em outros
países da América latina como Chile e Colômbia, e o Canadá. Isso é diversificar
investimentos. Ele nunca será tão afetado caso um determinado setor esteja em
baixa.
Aqui no Brasil, um movimento no mínimo inusitado vem ocorrendo. Em vez de
admiração por ser um homem de visão, estar no topo por méritos e enriquecer
licitamente, até que se prove o contrário, o que percebo é algo como uma
repulsão a tudo que ele possui, pelo menos em sua grande maioria das pessoas. O
brasileiro elege políticos que enriqueceram ilicitamente, com patrimônio não
compatível com a sua renda, e reclamam da ambição do Eike, que investe
majoritariamente no Brasil e, portanto, gera milhões de empregos. Antes de
tudo, eu não boto a minha mão no fogo por ele, não tenho informações concretas
se ele realmente enriqueceu licitamente ou não, mas estou usando o caso dele
para ilustrar tal repulsão. Não parece justo culpar a ambição de um homem,
afinal, como o eterno pai da economia dizia, por mais egoísta que ela seja,
seus investimentos vão sempre prover o bem para a nação.
Agora quanto à ambição exacerbada, isso pode ser um
problema, e dos grandes. Quem viu o brilhante filme do Sérgio Resende, Mauá - o
imperador e o rei, ou conhece a história de Mauá, sabe do que eu estou falando.
Guardada as suas devidas proporções de capital e de conjuntura histórica, os
dois são bem semelhantes, principalmente na ambição. Quando você está no topo,
todos estão com você e fingem ser próximos, quando na verdade não o são. O
verdadeiro businessman deve saber distinguir aqueles que podem
depositar sua confiança e aqueles que não o podem. Mauá foi pioneiro de um
desenvolvimento industrial inédito no Brasil, e conseguiu sobreviver sem o apoio
do imperador por um tempo, mas quando precisou de sua ajuda na dificuldade foi
deixado ao relento. Seu maior pecado foi investir em áreas em que não possuía
um conhecimento mínimo requerido, principalmente no exterior. Investir
maciçamente no exterior é sempre um risco, já que o conhecimento prévio das
propriedades do investimento dificilmente vai ser comparável ao investimento
local.
Sinceramente, não acredito que Eike será o homem mais rico do mundo, pelo menos não no curto prazo. O desenvolvimento do grupo EBX está muito atrelado ao crescimento do Brasil, que vem reduzindo o ritmo no governo Dilma. Mas eu o respeito profundamente por ser um homem de visão, assim como Mauá, e são pessoas como eles que tentam mudar o rumo de um país que está a décadas fadado ao sucesso, mas nunca chega lá.
Sinceramente, não acredito que Eike será o homem mais rico do mundo, pelo menos não no curto prazo. O desenvolvimento do grupo EBX está muito atrelado ao crescimento do Brasil, que vem reduzindo o ritmo no governo Dilma. Mas eu o respeito profundamente por ser um homem de visão, assim como Mauá, e são pessoas como eles que tentam mudar o rumo de um país que está a décadas fadado ao sucesso, mas nunca chega lá.
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